
Está desde já descartada a possibilidade de tirarem o meu canhão.
Não tenho uma arma. Não quero ter uma arma. Não penso em sair do meu trabalho no final do dia e passar na Casa das Armas para comprar uma M16. Mas, tenham dó, chegar e dizer que o meu direito de comprá-la aumenta o problema da violência brasileira é, no mínimo, burrice. Enquanto 40% da população estiver passando fome a violência será um fato, e se as pessoas não puderem atirar vão, certamente, cortar, puxar, bater, queimar, qualquer coisa que seja necessário para obter o sucesso do seu objetivo. Isso é tão simples como 2+2 são quatro. O governo que não me onere pela sua própria ganância e inépcia, afinal, eu não ganho nada deles, pelo contrário, já sou duramente punido com essa taxa tributária europeia que me volta com serviços públicos africanos. E a violência da polícia mal treinada?! Por que eles não voltam seu olhares para o monopólio da indústria bélica brasileira?! Ou eles querem lucrar mais agora, tendo como comprador apenas o estado!? Eles querem acabar com as picuinhas entre vizinhos, com crianças brincando com armas de fogo e bêbados batendo boca na rua porque o número de pessoas mortas com armas legais são muito altos, mas mais altos são os números das vítimas da corrupção desse país, mais altos são os números de mortos na guerra contra o tráfico, guerra deflagrada pelo próprio estado com prejuízo direto a população de todas as rendas e, guerra essa, que é armada pelo contrabando descontrolado nas nossas fronteiras. Eles acham que vão dificultar a vida de um traficante quanto a compra de munição?! Eu nunca fui na Casa das Armas, mas tenho certeza de que não daria de cara com um traficante por lá. Não, o traficante continuará bem armado e abastecido e terá uma vantagem, terá agora como aliados, como cúmplices, como 'colegas' de profissão, aqueles que se tornarão 'bandidos' para poder se proteger dos que os ameaçam.
Mas o descaramento maior são os aproveitadores de plantão, as 'carpideiras' da notícia, esse atores globais que vem de dentro dos seus protegidíssimos condôminios fechados dar uma de 'bonzinho' e me dizer que eu não devo mais ter o direito de comprar uma arma nem que seja pra meter uma bala na minha própria cabeça. À merda com esses aproveitadores! Votemos não para que não viremos nossos próprio reféns e para deixar claro que a opinião de um ator, isso mesmo ele está atuando, não vale nada, e, assim, acabar com essa concepção de que o que é bom para um ator global seja necessariamente bom pra mim, tomara que assim, só os vejamos nas novelas e olhe lá.

1 Comments:
Acho ridículo qualquer uso de arma. Qualquer belicismo. Qualquer militarismo. Qualquer guerra, desde o início dos tempos, é despropositada.
Não quero ter uma arma, acho nojento a minha mãe ter uma dentro de casa, acho péssimo que qualquer pessoa a tenha. Acho terrível que uma criança possa pegar uma arma e tirar a vida de outra.
Mas:
1. Desarmar o cidadão comum não vai ser a resposta para o fim da violência. Se os governantes quisessem minorá-la, que o fizessem pelos caminhos certos (daria um pouco mais de trabalho, não?)
2. O que eu discordo é tirar as LIBERDADES INDIVIDUAIS e o DIREITO do cidadão, que se quiser comprar a merda da arma, que compre. Porque os bandidos vão continuar comprando.
3. Essa babaquice dessa votação, "dê sua opinião, exerça seu direito democrático", é conversa pra boi dormir. Curiosamente, todas as atenções da opinião pública acerca dos escândalos de corrupção foram desviadas pra essa discussão de desarmamento. É tudo uma questão de construção de imagem de governo e não da minha segurança, sentada na poltrona da minha casa.
Por isso, apesar de achar as armas idiotas, eu voto NÃO.
Porque não tenho titica no lugar do meu cérebro pra ser convencida por um argumento forte desses saindo da boca da Mariana Ximenes (ou sei lá que outra plastificada):
"uma coisa que faz mal não pode ser boa".
Por favor, pessoas, vejam além da superfície.
11:33 AM
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